luísa ducla soares – uma entrevista no dia internacional do livro infantil – texto e fotos ptn

Luísa, lembra-se do dia em que publicou o seu primeiro livro? Em que ano foi, já agora?
Em 1970 publiquei o primeiro livro, mas foi um livro não para crianças. Foi o «Contrato» que era um livro de poemas, digamos, de intervenção. E enfim, recordo bem esse dia, acho que nunca mais o esquecerei, porque ficamos sempre muito ligados ao nosso primeiro livro. E aquele livro tinha muito a ver com a minha vida quotidiana, com o círculo de amigos com que eu andava, que eram os da Poesia 61. Só dois anos mais tarde é que publiquei o primeiro livro para crianças e de certo modo por brincadeira, só que não pensei que esse facto fosse alterar a minha vida, que foi o que aconteceu. Publiquei «A História da Papoila». Fui entregá-lo aos Estúdios Cor, onde trabalhava nessa altura o José Saramago. Fui ter com ele – nessa altura ele era uma pessoa muito mais circunspecta, taciturna, do que aquela em que veio a tornar-se –, enfim, pensei, este homem, com certeza, diz-me já que não. Não o conhecia, deixei lá o original, disse-me: «Venha cá daqui a um mês.» passado um mês voltei lá, ele estava muito mais alegre, bem-disposto e disse-me que publicava o livro, que dentro não sei quantos meses o livro sairia, arranjou-me um bom ilustrador e o livro veio a merecer um prémio. Aliás, dois prémios, porque era o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho, que era dado pelo SNI e abrangia também ilustração, de maneira que ia ter os dois prémios. Pelo texto e pela ilustração.

Mas que, facto curioso numa estreante, rejeitou!
Exactamente, que eu rejeitei baseando-me no facto de ser dado por uma entidade baseada na censura.

Qual foi a reacção de Saramago? Chateou-se consigo?
Não, justamente! É que o dono da editora irritou-se comigo, porque ele já tinha uma cintazinha preparada para pôr no livro a dizer que eu tinha tido dois prémios… O Saramago disse-me assim: «Pois, faz você muito bem. Sabe que mais? Quero que me publique aqui para o ano seis livros.» Pensei: este homem tem um bocado a mania da grandeza. Mas pensei também, porque é que não hei-de publicar os seis livros? Publiquei os seis livros e isso é que foi a minha desgraça, porque comecei a interessar-me muito pelos problemas relativos às crianças, pela forma de escrever adequada às crianças também, e depois, olhe, foram solicitações daqui e dali e eu nunca mais consegui libertar-me.

Mas sei que essa escolha também teve algo de racional na medida em que resultou numa espécie de desanuviamento face a um trabalho enorme que então terminara em torno do «Ulisses», do James Joyce…
Exactamente. É foi mesmo o meu gosto de ter um pé em cada mundo. eu sempre tive esse gosto; por um lado, gosto de coisas de uma certa erudição e gosto de viver no mundo dos adultos, não é? Por outro lado, gosto de voltar ao mundo da irreverência total, da imaginação sem freios, ao mundo das crianças. E foi talvez o que justificou eu trabalhar na Biblioteca Nacional, sempre a responder a perguntas eruditas e no fim, ao mesmo tempo, fazer, enfim, as minhas brincadeiras com palavras e com ideias.

Vamos à escrita. Começou a escrever muito antes de publicar…
Comecei a escrever aos dez anos. Escrevia poemas, contos… mas eu tive um grande tirocínio de contadora de histórias. Na altura pensei que não tinha qualquer utilidade. Porque eu tinha um irmão – tinha e tenho – que tem menos dez anos do que eu, muitas vezes tinha que tomar conta dele; ele era um miúdo muito insuportável e era difícil domá-lo, digamos. Como ele estragava muitas coisas e depois eu era culpada por isso resolvi ler-lhe uns livrinhos pensando que era uma actividade um pouco calma. Teria eu talvez 13 anos ou coisa assim. Simplesmente ele não gostava dos heróis daqueles livros, dizia «isto é tudo uma mariquice, não tenho paciência para isto», atirava os livro pelo ar. Então eu pensei, e se eu lhe inventasse umas histórias com uns heróis de acordo com a cabeça dele? E então comecei a fazer histórias completamente loucas, loucas no sentido de divertidas, com as aventuras mais insólitas e hilariantes. E então verifiquei que ele adorava aquelas histórias. E combinei com ele: se te portares bem, eu conto-te meia hora de histórias por dia. Transformei-me numa espécie de Sherazade de trazer-por-casa, não é? E fiz algumas histórias. Elas eram tipo novelas, passavam de um dia para o outro, e algumas demoraram mais de três anos. Na altura pensei, estou para aqui a perder o meu tempo nestas histórias, nem as escrevia, era tudo oral. Simplesmente acho que aí foi a minha grande escola de literatura infantil, porque foi estando directamente perante uma criança que não fazia cerimónia nenhuma comigo, que me dizia imediatamente aquilo que não gostava, porque aliás ele era muito esperto e vivaço, e assim fui-me habituando a ver as reacções dos miúdos. Às vezes isto é uma grande treta aquilo que nós pensamos que são as crianças, porque as crianças não são aqueles seres imaginados por nós, aqueles anjitos com asas e outras coisas, não é?

Fantástico e real, até que ponto são elementos fundamentais à escrita infantil? Isto a propósito de um dos seus livros mais conhecidos, «O Soldado João», publicado pela primeira vez em 1973 e que fazia alusões veladas à Guerra Colonial.
Olhe, fiz esse conto para ser publicado no «Diário Popular» e foi cortado pela Censura na íntegra. Eu fi-lo pensando na Guerra Colonial porque acho que todos os assuntos, mesmo impróprios, devem ser abordados pelas crianças. Porque elas não vivem numa redoma. Elas vivem no mundo real, elas assistem aos telejornais, elas vêem isto, vêem aquilo, e porque não falar-lhes da guerra, e porque não falar-lhes da fome, e porque não falar-lhes das injustiças que existem, e porque não falar-lhes da Censura, e porque não falar-lhes dos atentados aos direitos das crianças de que elas são vítimas, porque não alertá-las para isso? E a guerra colonial foi muito importante na minha época. Porque eu nasci em 39, os meus amigos todos foram chamados para a guerra. Uns exilaram-se, grande parte deles foi para fora; foi o Medeiros Ferreira, foram muitos outros… outros foram para lá, tiveram experiências altamente traumáticas e acho que isso, no fundo, para nós, raparigas, que ficávamos cá, o nosso espírito também ia para lá.

Era o fazer a guerra de outro modo.
Exactamente. Então eu escrevei essa história na praia de Armação de Pêra. E de certo modo todas as minhas histórias têm que ver com qualquer coisa real. Eu estava a olhar para o mar e, ao mesmo tempo, a pensar no que estaria a passar-se no outro lado do mar. E no toldo ao meu lado estava um homem, que eu admirei até muito, e admiro, que é o João José Cochofel, poeta. Que era um homem que, enfim, eu acho seria o mais anti-militar que se possa imaginar no mundo. Ele estava ali, chamava-se João, e pensei: «Olha se este desgraçado fosse agora chamado para a guerra, o que é que ele faria? Ele, aliás, era um homem muito desajeitado e tal, era um homem gentil, muito delicado, muito sensível e muito bom! Acho que era mesmo para ele impossível estar numa guerra. E aquilo, de repente, deu-me vontade de rir, pensar aquele homem numa guerra. Pensei: aquilo dá-me vontade de rir mas ao mesmo tempo é uma coisa super-séria. Tinha ali, eu ando sempre com cadernos e lápis por toda a parte. Então, olha, sentei-me ali na areia e escrevei de seguida aquela história do Soldado João, imaginando a ele – claro que ele não é aquela personagem, que aquele João vinha de sachar milhos, ao passo que o outro vinha de um palácio de Coimbra, não é?, servia as coisas em bandeja de prata, os criados dele e não sei quê… Mas o espírito era o mesmo.

Quais diria serem os recursos estilísticos e de linguagem mais importantes na escrita infantil?
Eu acho que não há receitas. Eu posso dizer a receita que eu uso, não é? Tal como se me pergunta pelas receitas do bacalhau, há não sei quantas, cada um faz à sua maneira. Mas uma coisa a que eu gosto de recorrer é o humor (10’54”), porque acho que uma coisa contada às crianças de uma maneira muito, enfim, muito séria, muito chata, imediatamente as afasta de um livro. Se nós conseguirmos apresentar uma mensagem que temos todo o interesse em apresentar e o fizermos de uma maneira um pouco lúdica e com um certo humor à mistura, eu acho que elas assimilam de uma maneira completamente diferente. Não se vão esquecer daquilo. Se nós utilizarmos, inclusivamente, jogos de palavras, palavras que lhes vão ficar na memória, elas vão fixar até aquelas frases, porque aquilo é também uma brincadeira. Nós podemos brincar, sei lá… com uma playstation, mas também podemos brincar com palavras. isso acho que é muito importante, aprender a gostar das palavras.

Do muito contacto que tem tido com as escolas, como sente hoje o apreço das crianças pelo livro e pela leitura?
Bem, eu vou imenso às escolas, eu pelo menos três vezes por semana vou para as escolas. Há dias em que tenho seiscentas crianças. Mas em geral tenho talvez 200, 300 por dia. são muitas. E a ideia que eu tenho é a seguinte: os miúdos da pré-primária, os que não sabem ler, ligam muito a um livro, sabem livros inteiros de cor, eles vibram com os livros como se eles fossem jogos e interessam-se muito por vir a saber ler para dominar a sua própria independência. Os miúdos da primária lêem muito, lêem muito de certo modo também motivados pelas campanhas que agora são feitas, do Ler + e não sei quê. Isso acho que teve uma influência muito grande, não directamente nas crianças, mas nas professoras, nos pais, que estão muito mais alertados para essa necessidade, e pelo facto de os livros trazerem agora aquele autocolante indicando que é um livro adequado às crianças, um livro de qualidade – não quer dizer que outros não sejam de qualidade. Mas, enfim, livros que estejam no Plano Nacional de Leitura. De maneira que acho que há escolas que desenvolvem uma tal dinâmica que é impossível as crianças não lerem. Porque elas entram mesmo num jogo de leitura. Olhe, eu fui a uma escola do Barreiro, e até fiquei parva com aquilo. Eram umas professoras que estavam dominadas pelo gosto da leitura. Então, tinham arranjado lá umas técnicas que era todos os dias toda a gente tem de ler para saber o que é a leitura e para trocar umas ideias uns com os outros. Por que isto, (14’20”) a leitura também é uma moda! Dizem que se devia dizer: tu lês, ele lê, eu leio. Porque os miúdos de vêem os outros fazer uma coisa, querem copiar na mesma, não é? É como o anúncio das batatas fritas. É um bocado isto, porque estamos no mundo do marketing. E então elas arranjaram uma táctica que era dez minutos de leitura por dia. não era uma coisa difícil, dez minutos. Então paravam, supondo, das dez às dez e dez. todas as aulas paravam e todos os miúdos liam, as professoras liam, mas obrigavam a cozinheira a ler, as empregadas da escola a ler, se ia lá o jardineiro o jardineiro tinha de parar esses dias, se ia lá o carteiro entregar as cartas, prendiam-no, obrigavam-no a ler durante dez minutos, os pais que iam saber alguma informação tinham também de parar os dez minutos para ler. Quer dizer, aquilo tornou-se ao mesmo tempo uma coisa divertida para os miúdos. Depois, até arranjaram uns inspectores da ASAE. Esses liam noutros minutos consecutivos e andavam a verificar se a leitura era cumprida. Não sei se isso dará um ar assim um bocadinho pidesco, mas enfim, parece que dava algum resultado.

Há males que vêm por bem…
Sim, então tinha uns cofres, onde os miúdos punham, além dos minutos que liam por dia, os minutos que liam em casa. E os minutos que os pais liam também eram contabilizados. (16’30”) Eu isto acho uma coisa importante, porque um pai ler com um filho tem uma importância fundamental. Não quer dizer que a criança não consiga ler, mas há um elo que se estabelece e um elo fundamental que vai fazer com que a criança tenha muito mais gosto pela leitura e que ela faça parte de uma partilha afectiva.

E acha que ler continua a ser o primeiro passo fundamental para depois partir para a escrita?
É necessário. Eu acho que é necessário, porque nós cada vez encontramos mais pessoas, então universitárias, que não sabem escrever. Agora ainda não podem dizer que é por causa da nova ortografia. Não é isso, não sabem mesmo. Pessoas que não sabem construir frases, que não sabem, de forma alguma, pontuar, não são capazes…

Ao fim ao cabo, de saber fazer respirar um texto…
Respirar, exactamente. Inclusive, escrever também implica ter uma lógica. Porque conjugar um verbo que tenha a ver com o substantivo, que está no singular, no plural, não sei quê… quer dizer, essas coisas têm de ser, numa escrita que não seja imaginativa mas que seja uma escrita, enfim, normal e até institucional… eu que trabalhava na Biblioteca Nacional, eu via todos os dias universitários a fazerem-me coisas incríveis. Eu acho que eles não liam nada!

Das inúmeras personagens que criou sente algum apreço especial por alguma?
Há algumas de que eu gosto mais do que de outras, evidentemente. Até aqui publiquei 110 livros, já escrevi mais, não é?… tenho escrito livros sobre figuras imaginárias, tenho escrito alguns livros sobre figuras reais, e dos que escrevi sobre figuras reais há duas que me marcam especialmente. Uma delas é o Eça de Queiroz, escrevei vários livros sobre ele. Foi um autor que eu comecei a ler muito cedo, até porque não havia aquela literatura para adolescentes, no meu tempo. passava-se directamente da literatura infantil para a literatura para adultos ou então para uma pseudo-literatura cor-de-rosa e horrorosa que existia na época. Então eu aos 12 anos comecei a ler o Eça de Queiroz. E li-o todo de seguida e claro que o li de uma maneira diferente daquela que leio agora, porque todos os anos vou lendo alguns livros de novo e encontro sempre coisas diferentes. Portanto, gostei muito de escrever sobre o Eça. Estive recentemente a escrever um livro, que está para ser ilustrado, sobre o meu pai. E o meu pai foi para mim um herói. Porque nós não temos só aqueles heróis que fazem parte da história, que fazem parte de um imaginário colectivo. Muitas vezes há heróis que viveram connosco lado a lado, que partilharam connosco as coisas mais simples da vida. E acho que uma das maiores heroicidades é aquela de viver o dia-a-dia de uma maneira heróica. Esses foram os meus heróis reais. De resto, outros heróis: o Soldado João é outro de que gosto muito. O Senhor Pouca Sorte também é engraçado. Eu gosto da Princesa da Chuva, é uma personagem de que eu gosto, que foi uma criança que, enfim, foi fadada lá por umas fadas e teve a infelicidade de fazer chichi em cima de uma das fadas quando ela a ia fadar. A fada irritou-se e resolveu fadá-la como princesa da chuva, e sempre por onde ela passasse havia de chover. Toda a gente pensava que isto ia ser uma desgraça para a rapariga, sempre a apanhar água, e realmente onde ela estava havia sempre inundações, os prédios passaram a ser feitos sobre estacas, em vez de cães de guarda havia gansos, coisas assim. Simplesmente, a rapariga, chegou uma altura, em que resolveu sair do seu palácio e viver a sua vida e transformar aquilo que era uma maldição numa bênção, ir para os desertos, ir para todos os sítios onde não chovia e transformar em terras férteis aquelas que estavam a princípio condenadas, como ela, a um mau destino. Finalmente, um dia volta para casa, quando há um incêndio no castelo, porque basta ela chegar e vem logo a chuva e apaga os incêndios não é.

Portanto, trata-se de transformar algo negativo em positivo, estratagema que a Luísa gosta muito de utilizar nas usas histórias.
Exactamente. Por acaso tenho essa tendência. Porque eu acho que não há nada completamente bom nem completamente mau. E há sempre um lado escondido, e bom, em todas as coisas más.

Tantas décadas passadas continua a escrever com o mesmo entusiasmo inicial?
Sim. Há certas paixões que nunca morrem, há outras que morrem mesmo.

Que importância tem a comemoração do dia internacional do livro infantil, sobretudo numa época em que parece haver dias para comemorar tudo e mais alguma coisa…?
Às vezes até demais! Outro dia fui a uma escola e comemorava-se, simultaneamente, o Dia da Poesia, o Dia da Árvore e o Dia da Floresta. Eram três coisas importantes, mas…

Claro, mas isso para lhe perguntar se de facto acha importante que exista e se comemore esse dia?
Eu acho que é muito importante que exista o Dia Internacional do Livro Infantil, até… enfim, não tanto para o cidadão comum, que não dá por ele. Mas quem vai às escolas, como eu vou, verifica que esse dia é um dia que tem uma importância muito, muito especial. Que é um dia largamente preparado e todas as crianças acabam por saber o que é esse dia e, através das crianças, os pais e as pessoas próximas.

Que livro poderia sugerir para leitura num dia como esse?
(24’) Eu nunca sugiro um livro, sabe porquê? É das coisas que mais me perguntam. Diga um livro bom para os sete anos, diga um livro bom para os dez anos… eu nunca digo, porque eu acho que um livro é como um amigo. Eu não lhe vou dizer a si, olhe aquele senhor é um bom amigo para si porque ele tem imensas qualidades. São coisas que exigem uma tal empatia que o que é bom para uns não é bom para os outros. Eu acho que se agora dissesse, um livro… faz de conta… «A Menina do Mar», que era um livro que eu podia sugerir, porque gosto muito dele. Mas é evidente que se você for dar esse livro a um rapaz que só gosta de coisas super-aventurosas, que não está habituado a ler, ele é capaz de bloquear. E não se tornar seu amigo. E talvez se lhe der a biografia de um futebolista talvez ele comece a gostar de ler.

A revista «Ler», comemorando os seus 100 números, elegeu 100 livros. Nem um só de literatura infantil. Que comentário tal lhe merece?
Acho que isso talvez revele que para um determinado número de pessoas a literatura infantil é um subproduto. Eu não concordo com isso. Evidentemente há liberdade de pensamento, não é? E acho que algumas obras de literatura infantil são obras de toda a Humanidade, que podem ser lidas por toda a gente com gosto e que, portanto, essa segregação não tem razão de ser, principalmente numa altura em que há muita gente a dedicar-se à literatura infantil e que há livros de grande qualidade. Simplesmente, acredito que quem fez essa escolha não os conhece, ou não seja sensível à literatura infantil. Eu sou pela liberdade. Cada um escolhe aquilo que gosta.

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~ por pedroteixeiraneves em Abril 2, 2011.

Uma resposta to “luísa ducla soares – uma entrevista no dia internacional do livro infantil – texto e fotos ptn”

  1. Para a Luísa um abraço de leitora fiel, que agora é avó de 12 netos a quem os seus livros são lidos e relidos!

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