histórias fulminantes

Ia contra os seus princípios, mas acabou por dar o braço a torcer. Doeu-lhe sobremaneira, mas aguentou-se como um valente, como um bravo mesmo. Depois, foi-lhe mais fácil, deu o outro braço a torcer. Doeu-lhe, é certo, mas não da mesma maneira, não com a mesma intensidade. E depois deu uma perna a torcer, e depois a outra, e as mãos e os pés. Por fim, o tronco. E foi já num estado de sofrimento limite que decidiu dar a cabeça a torcer, mesmo se na questão em apreço a sua opinião não lhe merecesse quaisquer dúvidas. Foi pois uma questão de sobrevivência, ao dar a cabeça a torcer acabou por ficar de novo «inteiro», isto é virado para o mesmo lado. Mesmo que em direcção oposta àquela em que pretendia seguir.

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~ por pedroteixeiraneves em Setembro 25, 2009.

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