feira do livro – ainda a procissão não chegou ao fim

Publico mail que me foi enviado (sem pedido de reserva), tal como à Apel e a outros editores, por parte do editor da Antígona. Que quase na totalidade subscrevo, a bem do melhoramento futuro da feira do livro.

«Caros Colegas,

Começo por vos felicitar pelas inovações introduzidas na Feira do Livro de Lisboa deste ano, mas também quero apontar algumas falhas, que passo a enumerar:

1. O horário da feira é uma irracionalidade, uma escravização do pessoal que ali trabalha; é fundamental discutir com todos os editores o horário do próximo ano.
2. Realizar a feira no princípio de Maio é outra irracionalidade; o Parque, com os seus incomparáveis relvados e jardins, é muito agradável e convidativo a passear pela feira em noites quentes; este ano, devido ao frio, é necessário as pessoas munirem-se de casacos de Inverno e aquecedores portáteis…
3. A Feira do Livro do Porto deveria realizar-se antes da de Lisboa; não beneficia das mesmas condições naturais e os habitantes do Norte são mais resistentes às intempéries…
4. Bem sabemos que os bancos não estão interessados em estar presentes na feira, mas é de tentar uma solução que, pelo menos, aceite depósitos e possua moedas para os expositores.
5. Foi triste para os pequenos editores o episódio do dia 8 (sábado), em que é anunciado aos altifalantes da APEL o encerramento da Feira às 18 horas, sem que, a quase totalidade das grandes editoras, tivesse cumprido a ordem. A Leya, que tem responsabilidades na APEL, deu um bom exemplo de deslealdade e de arrogância. A APEL, que desde o início exigiu regras bem definidas, também perdeu a sua autoridade.
6. Haverá um mecanismo social hereditário na APEL, que se transmite de direcção em direcção, sem emenda, e que se traduz tantas vezes num visível desprezo pelos seus associados?

É sobre isto que a Direcção da APEL deveria reflectir, convocando desde já uma assembleia geral que permita aos editores manifestarem abertamente as suas críticas positivas e negativas acerca do funcionamento das feiras e de tantos outros eventos. O mercado não está minimamente regulado, vivendo os editores sobre um asfalto movediço e perigoso.

Com os meus cordiais cumprimentos,

Luís Oliveira
(Editor)»

~ por pedroteixeiraneves em Maio 12, 2010.

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