porque foi dia mundial da criança, aqui deixo alguns inéditos

de «desprovérbios…

Cor de burro quando foge
Corre o burro quando foge
Corre corre corre o burro
Julgando levar ouro no alforge.
Corre burro corre corre
Cora o burro quando foge
Mais corado vai ficar
Quando o dono o vir chegar
Com barro em vez de ouro no alforge.
Corre corre burro foge
Berra o dono atrás do burro
Nunca ouvi tamanho zurro
Aquilo era de meter dó:
Hiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiióóóóóóóóóóóóóoóóóo!
E não fosse a minha avó
Garanto-vos que aquele burro
Tinha ficado feito pão-de-ló!

Branco é
Galinha o põe
Branco é
Chaga-te aqui ao pé.
Branco é
E se assim é
De certeza que da Guiné não é.
Branco é
Chama o José
Ele que vá lá acima
Buscar o meu boné.

Quem não arrisca
Não petisca
E quem petisca
É porque tem mão arisca
E comida à vista.

Vale mais um pássaro
Na mão
Do que dois corvos
No caixão.

Candeia que vai à frente
Ilumina duas vezes
Uma para os franceses
Outra para os ingleses
Para iluminar os espanhóis
Só um bom par de faróis.
Candeia que vai atrás
Ilumina quem lá vai
E afasta as bruxas más.

Apanha-se mais depressa
Um mentiroso que um coxo
A não ser que o mentiroso
Corra que nem um pintarroxo.

As paredes têm ouvidos
O chão tem pés
Do tecto vêm ruídos
Serão moscas tsé-tsés
A adormecer os seus bebés?

Do mal o menos
Do mel o mais
Do nada nada se faz
E por isso o tolo se compraz.

Mais vale só que mal acompanhado
Mais vale ao sol que mal acompanhado
Mais vale sol que um dia acabrunhado
Mais vale sal que um tempero mal amanhado.
Não há bela sem senão
Não há abelha sem zangão
Nem se zanga a abelha sem razão
Quando te vem picar a mão.
Não há velha sem comichão
Nem velho que não seja rezingão
À velha coça-lhe as costas
Ao velho diz-lhe que tem razão.

… palavrices e algumas tolices»

Era uma vez um piano
Que foi apanhado com a cauda de fora.

No princípio era o verbo
Para segundo prato a palavra
Para sobremesa
Sua alteza
Pediu um pouco de silêncio
Pois desejava dormir.

Quem ama com os olhos
Dispensa o coração
Quem ama com o coração
Anda com ele na mão.

Pé de meia
mão de alpaca
por tuta e meia ofereço-te uma ideia
que aqui tenho muito macaca.

Dor de cotovelo
voz de caramelo
desenrola o novelo
a desenhar um camelo.

Tento na língua
Testa de ferro
Nas duas te queimas
Com o mesmo berro.

Arrepio na espinha
Pé de atleta
Esfranganou-se a velhinha
Ao andar de bicicleta.

O orangotango dança o tango
A garça dança a valsa
O estorninho dança o corridinho
O leão dança o malhão
E a sucupira dança o vira
O cavalicoque dança o rock
E no fim de tanta festança
Quem arruma o salão de dança?

~ por pedroteixeiraneves em Junho 1, 2010.

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