a peste

desolados
olham de lado os dias brancos pela frente
como se neles vissem reflectida
a irrealidade de navios e grandes paquetes
saindo as águas do rio em festas
e derradeiros flashes de adeus e despedida. talvez
por isso assumam modos de silêncio
e uma estranha ausência marítima
no jeito de não estar como enfrentam as câmaras
sequiosas de lágrimas e tragédia. os dias brancos
tão incertos e indefinidos de emoção
são como dias de sol vistos pela janela
de um hospital. inócuos e vazios. tão sós e sem sentido
estrangeiros de si mesmos nem as ciganas os perseguem
para ler a mão certas do rumo apagado
das linhas da vida e do coração. são antes
as sombras que deles se afastam
temendo uma qualquer peste ou contágio.

ptn

~ por pedroteixeiraneves em Julho 6, 2010.

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