histórias fulminantes

Oficial de alta patente em operações de manutenção de paz no Afeganistão há quatro anos, suava agora as estopinhas para uma nova e arriscada missão. O suor descia-lhe a testa em gotículas brilhantes, enrubescia-lhe o rosto, o pescoço torcendo-se a custo, como rolha. As mãos tremiam-lhe, como se acometidas de vontade própria, e parecia-lhe que a qualquer momento tudo poderia dar para o torto. As pernas, bambas, já tinham conhecido situações similares quando em confronto directo com os Talibãs nas lonjuras remotas e escaldantes das montanhas afegãs, mas nada como aquilo… O medo, sempre o maldito medo. Como, como raio havia de mudar aquela maldita fralda cheia de cócó sem que o bebé acordasse?

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~ por pedroteixeiraneves em Agosto 4, 2010.

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