histórias fulminantes

Recuou e tentou afastar-se de modo a não deixar que o amor se aproximasse dela. Tentou fugir. As costas bateram na parede fria. Tacteou com a mão voltada para trás, percebeu o manípulo da porta, fez força. Estava fechada. O amor aproximou-se. O espaço reduziu-se à medida que as pulsações aumentavam. Depois o amor caiu sobre ela, como um enigma. Percebeu então a incomunicabilidade do silêncio, o sangue em flor alastrando pelas veias, a espalhar-se como cinza ou monção. Então, então sentiu-se a cair para longe, para onde jamais sonhara poder perder-se ou fugir.

~ por pedroteixeiraneves em Agosto 27, 2010.

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