os suicidas

165.
o espelho era o último território
que o dizia. mas até isso negou
com uma pedra. usou depois bocados
de si para se dissecar por completo.

166.
renascer era uma hipótese
tão longínqua
quanto permanecer.

167.
trazia o sangue num emudecimento
de deserto ou lágrimas. nada
poderia interromper tamanho adeus.

168.
entardecia. ruíam as sombras.
uma hora propícia ao ruborescer
das feridas.

169.
celebrar não era mais possível
a lucidez resvalara
para lá da inocência.

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~ por pedroteixeiraneves em Outubro 14, 2010.

Uma resposta to “os suicidas”

  1. gostei pedro, parabens

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