os suicidas – 170 – 174

170.
tão inúteis os porquês
tão súbitas as vozes;
a morte é sempre a resposta
tão útil.

171.
o pescoço comprido
sim
qualquer coisa de cisne.

172.
na manhã seguinte
o seu corpo assemelhava-se
a uma grandiosa e pacificada manhã.

173.
arderia. sabia isso.
mas por cima de todas as lágrimas
o apelo da paz. um fim de tarde sem fim.

174.
se eu me pensar de água
encontrarei o dorso da luz
e nascerei todas as manhãs.

~ por pedroteixeiraneves em Outubro 19, 2010.

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