o problema do autor – roberto bolaño

«A verdade é que não acredito tanto como isso na escrita. A começar pela minha. Ser escritor é agradável — não, agradável não é o termo –, é uma actividade que tem a sua quota-parte de momentos divertidos, mas sei de outras coisas que são ainda mais divertidas, tão divertidas como para mim a literatura. Assaltar bancos, por exemplo. Ou realizar filmes. Ou ser chulo. Ou voltar a ser criança e jogar numa equipa de futebol mais ou menos apocalíptica. Infelizmente, a criança cresce, o assaltante de bancos é morto, o realizador fica sem dinheiro, o chulo adoece e depois não há outra opção que não escrever.»

«Últimas Entrevistas», Quetzal

~ por pedroteixeiraneves em Fevereiro 10, 2011.

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